imagens

as imagens mostradas aqui são cacos colhidos, na sua grande maioria, de sites da internet. existem cacos colhidos ao acaso, que posso ter deixado de mencionar onde os colhi, tal minha ignorância ou encantamento. desculpem por isso. algumas imagens são minhas, do meu imenso baú de memórias...







domingo, 2 de maio de 2010


É saber que tudo se move a nossa volta, tudo se transforma e, até mesmo quando nos recusamos a acompanhar a dança da vida, sem percebermos, ela nos tira pra dançar, nos envolve com um ritmo novo.
Quando isso acontece?
Quando nos abrimos para a magia de viver e respirar as entrelinhas, os silêncios.
caio f. abreu

Lembrei do texto da Martha, ao acordar,de um sonho que me levou à uma vida que não tenho mais, vida com meus irmãos, aquela coisa gostosa que a gente tem, a parceria, a cumplicidade, o entendimento do olhar, a vontade de acertar, de ajudar, de estar do lado... a gente perde isso um pouquinho por dia... e não se dá conta. E de repente percebe que o olhar não funciona mais, que a alegria perdeu cor e força e sabor... a vida, essa vida cheia de durezas, separou, fragmentou... estou triste.
tina fusco

"Desmediocrize sua vida. Procure seus "desaparecidos", resgate seus afetos. Aprenda com quem tiver algo a ensinar, e ensine algo àqueles que estão engessados em suas teses de certo e errado. Troque experiências, troque risadas, troque carícias. Não é preciso chegar num momento limite para se dar conta disso. O enfrentamento das pequenas mortes que nos acontecem em vida já é o empurrão necessário. Morremos um pouco todos os dias, e todos os dias devemos procurar um final bonito antes de partir."


Martha Medeiros

domingo, 18 de abril de 2010

" I Wanna love you, love you, love you."




"I was born to love you"


São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer toda a hora.

E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama
escutou o apelo da eternidade.



Carlos Drummond de Andrade

sábado, 10 de abril de 2010




Quem anda no trilho é trem de ferro,
sou água que corre entre pedras:
liberdade caça jeito.



Manoel de Barros

domingo, 4 de abril de 2010




Imaginei que voltarias como prometeste
Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.
(Acho que te criei no interior da minha mente).

Sylvia Plath

sábado, 3 de abril de 2010





Não é a casa que nos abriga
nós é que abrigamos a casa,
pois é a ternura que sustenta o teto.


MiaCouto


Com que roupa
vestirei minha alma
agora que já não há domingos?

Quero morrer, não consigo.
Depois de te viver
não há poente
nem o enfim de um fim.
Todas as mortes gastei
para viver contigo.

Mia Couto

sábado, 27 de março de 2010




...um dia, quando a ternura for a única regra da manhã,
acordarei entre os teus braços. a tua pele será talvez demasiado bela.
e a luz compreenderá a impossível compreensão do amor.
um dia, quando a chuva secar na memória, quando o inverno for
tão distante, quando o frio responder devagar com a voz arrastada
de um velho, estarei contigo e cantarão pássaros no parapeito da
nossa janela. sim, cantarão pássaros, haverá flores, mas nada disso
será culpa minha, porque eu acordarei nos teus braços e não direi
nem uma palavra, nem o príncipio de uma palavra, para não estragar
a perfeição da felicidade.

José Luis Peixoto

sábado, 20 de março de 2010


"És precária e veloz, felicidade. Custas a vir e, quando vens, não te demoras." Cecília Meireles







"Me lembro quando você passou era um dia tão claro de Sol.
Pensei, meu Deus, é um sonho. Meu coração feito um louco batuque." Zélia Duncan




"Por tudo o que me deste
inquietação cuidado
um pouco de ternura
é certo mas tão pouca
Noites de insônia
Pelas ruas como louca
Obrigada, obrigada


Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão


Que bem que me faz agora
o mal que me fizeste
Mais forte e mais serena
E livre e descuidada
Sem ironia amor obrigada
Obrigada por tudo o que me deste
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão"



Florbela Espanca



"Em uma outra vida que tive, aos 15 anos, entrei numa livraria, que me pareceu o mundo que gostaria de morar. De repente, um dos livros que abri continha frases tão diferentes que fiquei lendo, presa, ali mesmo. Emocionada, eu pensava: mas esse livro sou eu!"




Clarice Lispector

domingo, 28 de fevereiro de 2010




“Nunca quis. Nem muito, nem parte. Nunca fui eu, nem dona, nem senhora.
Sempre fiquei entre o meio e a metade. Nunca passei de meios caminhos, meios desejos, meia saudade. Daí o meu nome: Maria Metade.”
Mia Couto

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010




"Lê, estes são os nomes das coisas que deixaste,
livros, o teu perfume espalhado...
sonhos pela metade e dor em dobro,
beijos por todo o corpo como cortes
profundos que nunca vão sarar..."

Maria do Rosário Pedreira

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

ah, o domingo... esperar era o verbo do domingo.


Eu ia ser feliz domingo
naquele tempo bastava pouco
Não sabia que no domingo
é fácil chover
e muito difícil viver
Ah, eu ia ser feliz
Mas domingo Deus descansa
e a gente sofre mais...

Eunice Arruda

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010




Volta até mim no silêncio da noite
a tua voz que eu amo,
e as tuas palavras
que eu não esqueço. Volta até mim
para que a tua ausência não embaçe
o vidro da memória, nem o transforme
no espelho baço dos meus olhos.
Volta com os teus lábios cujo beijo sonhei num estuário
vestido com a mortalha da névoa;
e traz contigo a maré cheia da manhã com que todos
os náufragos sonharam.


Nuno Júdice

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010




"Permita que eu feche os meus olhos,

pois é muito longe e tão tarde!

Pensei que era apenas demora,

e cantando pus-me a esperar-te.


Permita que agora emudeça:

que me conforme em ser sozinha."


Cecília Meireles

domingo, 24 de janeiro de 2010




...Agora há uma dor que pousa nas palavras.

Não as digas –

um nome basta para dividir o coração.

Se me esqueceste entre um livro e outro,

finge que não sei; despede-te

de mim como uma lâmpada antiga, deixa que

a tua sombra seja a minha única paisagem.



Maria do Rosário Pedreira




Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso."



Caio Fernando de Abreu

domingo, 17 de janeiro de 2010




Momentos em que você pensa:
"Eu poderia morrer agora, estou tão feliz."

sábado, 16 de janeiro de 2010




Por enquanto,

estou inventando a tua presença .


Clarice Lispector

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

gota d'agua




Já lhe dei meu corpo, minha alegria
Já estanquei meu sangue quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta pro desfecho da festa
Por favor

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota dágua

Chico buarque

domingo, 27 de dezembro de 2009

Palavras



“Todas as palavras tomadas literalmente são falsas. A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ler as entrelinhas. A atenção flutua: toca as palavras sem ser por elas enfeitiçada. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio!”
Rubem Alves

sábado, 26 de dezembro de 2009




Apago todas as mensagens. Menos as tuas. Guardo a tua voz em pequenas doses e, dia sim dia não, ouço-as todas de seguida. Sinto-me demasiado incapaz para falar contigo o que quer que seja. Não sei onde estás. Não quero saber. Tenho medo de saber mais do que sei.

Uma dor de cada vez basta.

Pedro Paixão.



Queria muito chorar,
deveras estou chorando,
às vésperas do nascimento do Senhor,
eu que estremeço recém-nascidos.
Estou achando o mundo triste,
querendo pai e mãe, eu também.
Corália disse: você é tão criativa!
E sou mesmo, poderia inventar agora um sofrimento tão insuportável que murcharia tudo à minha volta. Mas não quero. E ainda que quisesse, por destino, não posso. Este musgo entre as pedras não consente, é muito verde. E esta areia. São bonitos demais!

Adélia Prado

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009


O amor prefere a luz das velas.
Talvez seja isso, tudo que desejamos
de uma pessoa amada: Que ela seja
luz suave que nos ajude
a suportar o terror da noite.
Sob a luz do amor que ilumina
modesta e pacientemente,
o escuro já não assusta tanto.

Rubem Alves

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

domingo




Manhãs de domingo...
voce trazia, nas manhãs de domingo,
a minha vida colorida,
a minha vida feliz,
a minha alegria em suas mãos.
E era doído e bom
esperar pelas manhãs de domingos.

Perdi você,
perdi as manhãs de domingo...

Quando a saudade aperta, encosto o ouvido no tempo e
ouço seus passos, sinto seu cheiro,
quase sinto sua presença que era tão minha...

minhas manhãs de domingo são feitas de saudade
e de esperança.
tina santos

domingo, 13 de dezembro de 2009

O meu mundo tem estado à tua espera



...


Se ouço falar de ti, comove-me o teu nome

(mas nem pensar em suspirá-lo ao teu ouvido);

se me dizem que vens, o corpo é uma fogueira –

estalam-me brasas no peito, desvairadas, e respiro

com a violência de um incêndio; mas parto

antes de saber como seria. Não me perguntes



porque se mata o sol na lâmina dos dias

e o meu mundo continua à tua espera:

houve sempre coisas de esguelha nas paisagens

e amores imperfeitos – Deus tem as mãos grandes”.


Maria do Rosário Pedrosa

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009



...diz-me o que de mim amaste noutros corpos,
noutras camas, noutra pele.
Prometo que não choro mas repete
as palavras um dia minhas, que sem querer
misturaste às tuas e levaste (...)
e largaste na primeira madrugada
em que me esqueceste.

Adap. Alice Vieira

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Ternura quase impossível





Recordo-te
E és a mesma
Ternura quase impossível
De suportar
Por isso fecho os olhos
(O amor faz-me recuperar incessantemente o poder da
provocação. É assim que te faço arder triunfalmente
onde e quando quero. Basta-me fechar os olhos)
Por isso fecho os olhos
E convido a noite para a minha cama
Convido-a a tornar-se tocante
Familiar concreta

E sob a forma desejada
A noite deita-se comigo
E é a tua ausência
Nua nos meus braços


Alexandre O´Neill

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

cartas de amor


As cartas de amor deveriam ser fechadas com a língua.
Beijadas antes de ser enviadas.
Sopradas, respiradas.
O esforço do pulmão
capturado pelo envelope, a letra tremendo
como uma pálpebra.
Não a coisa isenta, neutra,
mas a espuma, a gentileza, a gripe, o contágio.
Porque a saliva
acalma o machucado.
As cartas de amor
deveriam ser abertas
com os dentes.


Carpinejar (Como no Céu)

sábado, 5 de dezembro de 2009


imagem de Margareth Mee



"Estou atrás do que fica atrás do pensamento. Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo. Gênero não me pega mais. Além do mais, a vida é curta demais para eu ler todo o grosso dicionário a fim de por acaso descobrir a palavra salvadora. Entender é sempre limitado. As coisas não precisam mais fazer sentido. Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada. Porque no fundo a gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro."

(Clarice Lispector)

Onde é que eu estava com a cabeça de acreditar em contos de fada,
de achar que a gente muda o que sente
e que bastaria apertar um botão
que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória,
sem sequelas, sem registro de ocorrência?
Eu não amei.
Eu tenho certeza que não.
Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.
Não era amor, era uma sorte.
Não era amor, era uma travessura.
Não era amor, era de tarde.
Não era amor, era inverno.
Não era amor, era sem medo.
Não era amor, era melhor..."

Martha Medeiros

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009




"Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele..."

Maria do Rosário Pedreira

domingo, 22 de novembro de 2009

pensando




Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz

Marisa Monte



Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar

Chico Buarque

cidinha





Sou inquieta, áspera
E desesperançada
Embora amor dentro de mim eu tenha
Só que eu não sei usar amor
Às vezes arranho
Feito farpa

Se tanto amor dentro de mim
Eu tenho, mas no entanto continuo inquieta
É que eu preciso que o Deus venha
Antes que seja tarde demais

Corro perigo
Como toda pessoa que vive
E a única coisa que me espera
É exatamete o inesperado

Mas eu sei
Que vou ter paz antes da morte
Que vou experimentar um dia
O delicado da vida
Vou aprender
Como se come e vive
O gosto da comida



Clarice Lispector

sábado, 21 de novembro de 2009


O céu estrelado vale a dor do mundo

Adélia Prado.




Fiz o caminho. Sem tomar direção, sem saber do caminho.
Pé por pé, pé por si. Deixei que o caminho me escolha.
Na travessia, só silêncio. O nenhuns-nada.
O alegre, mesmo, era a gente viver devagarinho, miudinho,
não se importando demais com coisa nenhuma.
Nessa estrada, salvou-me a palavra.

João Guimarães Rosa

sexta-feira, 20 de novembro de 2009




Enfim, de minha alma restou o quê? Um amontoado de saudades. Minha alma é um ferro-velho, na sucata do mecânico João Celestioso. A saudade é uma ferrugem, raspa-se, e por baixo, onde acreditávamos limpar, estamos semeando nova ferrugem. Era o que, agora, mais me dava sofrimento. Saudade do bom corpo e não o sentir, saudade até de mijar bem do alto de mim. Saudade dos sabores da vida, desses temperos que me esperavam. Não era a refeição que eu comia, era a própria vida que era servida, em pratos sempre luzidinhos.




Mia Couto



Eu tinha vontade de fazer como os dois homens que vi sentados na terra escovando osso. No começo achei que aqueles homens não batiam bem. Porque ficavam sentados na terra o dia inteiro escovando osso. Depois aprendi que aqueles homens eram arqueólogos. E que eles faziam o serviço de escovar osso por amor. E que eles queriam encontrar nos ossos vestígios de antigas civilizações que estariam enterrados por séculos naquele chão. Logo pensei em escovar palavras. Por que eu havia lido em algum lugar que as palavras eram conchas de clamores antigos. Eu queria ir atrás dos clamores antigos que estariam guardados dentro das palavras. Eu já sabia também que as palavras possuem no corpo muitas oralidades remontadas e muitas significâncias remontadas. Eu queria então escovar as palavras para escutar o primeiro esgar de cada uma. Para escutar os primeiros sons, mesmo que ainda bígrafos. Comecei a fazer isso sentado em minha escrivaninha. Passava horas inteiras, dias inteiros fechado no quarto, trancado, a escovar palavras. Logo a turma perguntou: o que eu fazia o dia inteiro trancado naquele quarto? Eu respondi a eles, meio entresonhado, que eu estava escovando palavras, eles acharam que eu não batia bem. Então eu joguei a escova fora.

Manoel de Barros in Memórias inventadas - a infância

quarta-feira, 18 de novembro de 2009


As roseiras da tua casa
deram flor.
De onde está você vê?

E
apenas pra saber
onde é que está
você?

Quando te falei
eu não esperava;
ou, se esperava
não confessei.

Depois, sim,

esperei.


Renata Pallottini

terça-feira, 17 de novembro de 2009



Somos feitos para a memória
Somos feitos para o amor e a poesia
Somos feitos, quem sabe,
para o esquecimento...


Jorge Luis Borges

Prometo te querer
Até o amor cair
Doente...

Chico Buarque


Eu quero te contar
Das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar.

Chico Buarque

16 de novembro - aquele beijo



Aquele beijo que te dei,
nunca, nunca mais esquecerei...
(...)
Lembro de você e fico triste,
até me dá vontade de chorar,
de lembrar que o amor não mais existe,
mas eu sempre hei de te amar!

Roberto Carlos

sexta-feira, 13 de novembro de 2009



Essa é a missão da poesia:
Recuperar os pedaços perdidos de nós.
Rubem Alves

quarta-feira, 11 de novembro de 2009




Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Diga o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa-feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego. Era ele estar por longe, e eu só nele pensava. E eu mesmo não entendia então o que aquilo era? Sei que sim. Mas não. E eu mesmo entender não queria. Acho que. Aquela meiguice, desigual que ele sabia esconder o mais de sempre. E em mim a vontade de chegar todo próximo, quase uma ânsia de sentir o cheiro do corpo dele, dos braços (...)



João Guimarães Rosa in Grande Serão: veredas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009



Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada de um grande amor
Mentira!
Chico Buarque