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as imagens mostradas aqui são cacos colhidos, na sua grande maioria, de sites da internet. existem cacos colhidos ao acaso, que posso ter deixado de mencionar onde os colhi, tal minha ignorância ou encantamento. desculpem por isso. algumas imagens são minhas, do meu imenso baú de memórias...







segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

domingo, 4 de janeiro de 2009

sábado, 3 de janeiro de 2009



texto incluído na imagem por tina

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009


“Canção da mirada secreta”

Foram-se os amores que tive
ou me tiveram. Partiram
num cortejo silencioso e iluminado.
a solidão me ensina
a não acreditar na morte
nem demais na vida : cultivo
segredos num jardim onde estamos eu, os sonhos idos,
os velhos amores e os seus recados,
e os olhos deles que ainda brilham
como pedras de cor entre as raízes.

Lia Luft

sábado, 27 de dezembro de 2008




Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?

Cecília Meireles

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008


Seja eu de novo a tua sombra, teu desejo,

tua noite sem remédio

tua virtude, tua carência

eu

que longe de ti sou fraco

eu

que já fui água, seiva vegetal

sou agora gota trémula, raiz exposta



Traz

de novo, meu amor,

a transparência da água

dá ocupação à minha ternura vadia

mergulha os teus dedos

no feitiço do meu peito

e espanta na gruta funda de mim

os animais que atormentam o meu sono

Mia Couto

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008


Os filhos crescem.
Desenha-se a existência em cada um,
os pais ficam olhando, que fazer?
E mesmo quando acertam, que é que muda?
Os filhos crescem
e não adianta se querer dar tudo,
nem a alma.
Desejam outras almas,
são outros.
Os filhos crescem.
Sem ler nossos romances para eles,
se metem em capítulos inéditos.
Já não são nós, se sentem vitoriosos.
E continuamos eles..."

(Paulo Hecker)

sábado, 29 de novembro de 2008



A sua lembrança me dói tanto
Eu canto pra ver
Se espanto esse mal
Mas só sei dizer
Um verso banal
Falar em você
Cantar você
É sempre igual

Sobrou desse nosso desencontro
Um conto de amor
Sem ponto final
Retrato sem cor
Jogado aos meus pés
E saudades fúteis
Saudades frágeis
Meros papéis


Não sei se você ainda é o mesmo
Ou se cortou os cabelos
Rasgou o que é meu
Se ainda tem saudades
E sofre como eu
Ou tudo já passou
Já tem um novo amor
Já me esqueceu

Desencontro ( Chico Buarque)

terça-feira, 25 de novembro de 2008


Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio está de mal comigo.
Claudinho

sexta-feira, 21 de novembro de 2008





Voce á e rainha da dança, jovem e doce, de apenas 17 anos...
Eu amei o filme e especialmente esta cena. Toda mulher merece se sentir assim, em alguns momentos. Emocionante demais!!

terça-feira, 18 de novembro de 2008


Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!

Mario Quintana

domingo, 16 de novembro de 2008





... que eu vim pra não morrer, de tanto te esperar...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008


Olha como a chuva cai
E molha a folha aqui na telha
Faz um som assim
Um barulinho bom
Faz um som assim
Um barulinho bom


Marisa Monte

quarta-feira, 29 de outubro de 2008



"Havia, em algum lugar, um parque cheio de pinheiros e tílias, e uma velha casa que eu amava. Pouco importava que ela estivesse distante ou próxima, que não pudesse cercar de calor o meu corpo, nem me abrigar; reduzida apenas a um sonho, bastava que ela existisse para que a minha noite fosse cheia de sua presença. Eu não era mais um corpo de homem perdido no areal. Eu me orientava. Era o menino daquela casa, cheio da lembrança de seus perfumes, cheio da fragrância dos seus vestíbulos, cheio das vozes que a haviam animado."

(Antoine de Saint-Exupéry)

terça-feira, 28 de outubro de 2008


"Difícil fotografar o silêncio.
Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada a minha aldeia estava morta.
Não se via ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas.
Eu estava saindo de uma festa.
Eram quase quatro da manhã.
Ia o Silêncio pela rua carregando um bêbado.
Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador?
Estava carregando o bêbado.
Fotograei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada.
Preparei minha máquina de novo.
Tinha um perfume de jasmim no beiral do sobrado.
Fotografei o perfume.
Vi uma lesma pregada na existência mais do que na pedra.
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo.
Fotografei o perdão.
Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa.
Fotografei o sobre.
Foi difícil fotografar o sobre.
...
A foto saiu legal."

Manoel de Barros

segunda-feira, 27 de outubro de 2008


Acordo com o teu nome nos meus lábios

- amargo beijo esse que o tempo dá sem aviso

a quem não esquece.

Maria do Rosário Pedreira

Não te quero ter, pois em meu ser tudo estaria terminado.

Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados.

Vinícius de Moraes